Morte
Até este ano (que mal começou) nunca tinha perdido um ser humano próximo e querido de mim. Apesar do tema "morte" me interessar, convivia com certa distância do mesmo. Ah, mas 10 dias bastam para tudo mudar. Já que é pra começar o ano mal, que seja pra ferrar de uma vez.
Dia 10/01 minha avó paterna faleceu. Já tinha lá os seus 80 e poucos anos, mas pegou todo mundo de surpresa. Não a via há mais de 5 anos. Não existia convivência entre nós, até porque moravamos em cidades diferentes; uma diferença de 600 km. Ainda bem que meu pai foi visitá-la 20 dias antes da morte, assim teve a chance de se despedir com antecedência. Agora todos os cuidados estão voltados para o meu avô, pois este já não bate bem, e tem os seus 88 anos. Que a serenidade o acompanhe neste fim de vida.
Dia 15/01, após um final de semana de muita observação, muito remédio e, já, muita tristeza, foi a vez do meu cachorro partir. Tinha os seus 13 anos e não estava bem há 3 meses. Convulsões, cardiopatia, infecção urinária e por ai vai. Estava muito ruim ultimamente, todavia teve uma vida longa e muito bem vivida. Pior para nós, porém, muito melhor para ele.
Ao contrário da relação com a minha vó, que praticamente não existia, tinha uma grande convivência com o bicho. O via todos os dias pela manhã e ao deitar. Era sempre o primeiro a acordar e o último a ir dormir. Sempre disposto e companheiro. Foi a maior perda que tive em minha vida. Não pensei que fosse sentir tanto pela sua partida. Me enganei redondamente.
Mas tiro algumas observações e lições: a convivência é uma grande geradora de afeto e amor. Sem ela, dificilmente há sentimento que resista.
Muitas vezes é mais fácil se apegar a um animal do que a um ser humano. Pode parecer cruel, mas é verdadeiro para mim.
Um animal, no meu caso um cão, pode melhorar bastante o clima de uma casa. Quando tiver uma e tiver filhos, irei enche-la de cachorros!
Os animais têm a ensinar para nós muito mais do que diversos professores medíocres que temos em colégios e faculdades.
Estou cansado, vou dormir. Depois irei escrever mais sobre morte e ausência. Quero deixar posto algumas decisões que tomei para quando a morte bater à minha porta. Por enquanto vou vivendo um dia de cada vez.
Dia 10/01 minha avó paterna faleceu. Já tinha lá os seus 80 e poucos anos, mas pegou todo mundo de surpresa. Não a via há mais de 5 anos. Não existia convivência entre nós, até porque moravamos em cidades diferentes; uma diferença de 600 km. Ainda bem que meu pai foi visitá-la 20 dias antes da morte, assim teve a chance de se despedir com antecedência. Agora todos os cuidados estão voltados para o meu avô, pois este já não bate bem, e tem os seus 88 anos. Que a serenidade o acompanhe neste fim de vida.
Dia 15/01, após um final de semana de muita observação, muito remédio e, já, muita tristeza, foi a vez do meu cachorro partir. Tinha os seus 13 anos e não estava bem há 3 meses. Convulsões, cardiopatia, infecção urinária e por ai vai. Estava muito ruim ultimamente, todavia teve uma vida longa e muito bem vivida. Pior para nós, porém, muito melhor para ele.
Ao contrário da relação com a minha vó, que praticamente não existia, tinha uma grande convivência com o bicho. O via todos os dias pela manhã e ao deitar. Era sempre o primeiro a acordar e o último a ir dormir. Sempre disposto e companheiro. Foi a maior perda que tive em minha vida. Não pensei que fosse sentir tanto pela sua partida. Me enganei redondamente.
Mas tiro algumas observações e lições: a convivência é uma grande geradora de afeto e amor. Sem ela, dificilmente há sentimento que resista.
Muitas vezes é mais fácil se apegar a um animal do que a um ser humano. Pode parecer cruel, mas é verdadeiro para mim.
Um animal, no meu caso um cão, pode melhorar bastante o clima de uma casa. Quando tiver uma e tiver filhos, irei enche-la de cachorros!
Os animais têm a ensinar para nós muito mais do que diversos professores medíocres que temos em colégios e faculdades.
Estou cansado, vou dormir. Depois irei escrever mais sobre morte e ausência. Quero deixar posto algumas decisões que tomei para quando a morte bater à minha porta. Por enquanto vou vivendo um dia de cada vez.

